Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 03/11/2023
No livro ‘‘Metanoia’’, da autora Cara Menestrelli, conta um romance entre um casal de jogadores que mesmo o personagem masculino tendo se aposentado por uma fratura no joelho, ele é muito mais reconhecido que sua parceira na qual joga na seleção. De certo, o meio esportivo ainda é mui-to arcaico na igualdade de gênero. Do mesmo modo que na obra citada, o machismo estrutural não permite que esportes femininos tenham a mesma visibilidade, e consequentemente, não recebem o mesmo investimento financeiro.
É fato o conhecimento de vários esportistas ao redor do mundo. Pode-se destacar o jogador Neymar que recebe um salário de dezenas de milhões de reais e sempre esta na mídia. Em contra-partida, tem-se a futebolística Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo e seu faturamento não passa de milhões, de acordo com a FIFA. Acredita-se que, a maior visibilidade nos esportes de categorias masculinas vêm de raízes de uma cultura social, na qual, a aptação dos homens, pressupõe-se, superior e assim mais reconhecida. Além disso o investimento e o destaque desses exercícios são exuberantemente disitintos entre gêneros.
Observa-se a afirmação da ex-presidenta Dilma Rousseff: A igualdade entre homens e mulheres é o príncipio da democracia’’. Portanto, a uniformidade salarial tem como um dos seus fundamentos, a mesma relevância dos cenários no qual se deve pelo mesmo alcance midiático e financeiro, o que não ocorre em disputas femininas. Inegavelmente, marcas empresariais se interessam pelo alcance publicitário na qual seus produtos podem chegar, se esportes femininos não têm a oportunidade de destaque, os mesmos não vêm um benefício em prover esses jogos.
Em suma, a igualdade salarial no esporte é uma consequência histórica estrutural e social que se desenrola no âmbito monetário. Assim, pressupôe-se que, se o Ministério do Esporte em conjunto com o Ministério da Educação criassem programas para incentivar torneios femininos frequentemente nas escolas, afim dos jovens se familiarizarem. Como também o Ministério do Esporte em parceria com a mídia, promovessem anúncios dos campeonatos da mesma forma que os masculinos. Igualmente transmitir as competições em televisão aberta e em horários nobres, para asssim atrair mais público de todas as idades. Provavelmente, patrocinadores ficariam interessados em investir por esse visibilidade. Deste modo, tentando proporcionar uma equidade na remuneração entre os atletas.