Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 01/01/2024

Em 1965, durante a Ditadura Militar as mulheres por serem consideradas frágeis e pouco competitivas foram proibidas de competirem no esporte. Atualmente, existem várias modalidades com categorias femininas, mas, as atletas enfrentam várias adversidades como preconceito e baixa remuneração. Assim, a discriminação sexual e disparidade financeira desvalorizam as profissionais.

Primeiramente, nota-se a intolerância tem caráter estrutural posto que as atividades físicas são masculinizadas. De acordo com a ONG Britânica Mulheres no Esporte, cerca de 30% das esportistas já sofreram algum assédio. Ademais, os comportamentos repulsivos foram constituídos em períodos históricos como o supracitado. Dessa maneira, a igualdade de gênero será pela mudança de pensamento da sociedade.

Somado a isso, observa-se a desproporção monetária no meio desportivo. Segundo o artigo 45 da CLT, caso exercida a mesma função os salários devem ser iguais independentemente de gênero. Entretanto, conforme os dados da CNN, em 2023 para cada vinte centavos recebidos pelas jogadoras de futebol cerca de um dólar eram para jogadores. Logo, nota-se o descumprimento da CLT.

Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania criar projetos para reduzir o sexismo no Brasil. Isso precisa ocorrer por meio de palestras nas escolas e empresas, com especialistas nos direitos femininos e por propagandas de depoimentos de vítimas de injurias com o objetivo de dar visibilidade a classe. Além disso, o Ministério do Trabalho deve intervir com políticas fiscalizadoras das empresas.