Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 22/03/2024

Na Grécia antiga, as mulheres eram proibidas de participarem dos Jogos Olím-picos, pela justificativa de terem corpos e inadequados para tal competição, poden-do receber pena de morte, caso desafiassem essa norma. Passados alguns anos, é perceptível que esse estereótipo foi enfraquecido, porém, não completamente er-radicado. Portanto, continua a influenciar no reconhecimento e valorização das atletas femininas, contribuindo diretamente para a disparidade salarial.

Desde muito tempo, no Brasil, o futebol era considerado um esporte feito para homens, e que os corpos femininos não eram apropriados para os campeonatos. Como visto, no Decreto de Vargas, em 1941, que restringia as mulheres a pratica-rem algumas modalidades esportivas. Desse modo, é aparente que o machismo presente na contemporaneidade é fruto de uma lei machista que reforçava a desi-gualdade de gênero nos jogos. Consequentemente, essa mentalidade, prejudica a carreira profissional de muitas atletas, já que esse enfoque impede as pessoas de valorizarem as jogadoras pelos seus talentos, julgando-as apenas pelos conceitos preconceituosos construídos e perpetuados inclusive por um antigo presidente.

Ademais, com a liberdade tardia das mulheres nos esportes, surgiu uma imensa discrepância de notoriedade. Um exemplo foi a Copa do mundo de 2022, que teve uma aplicação de US$ 440 milhões, enquanto a feminina teve um total aplicado de apenas US$ 150 milhões, segundo dados da redação Terra. Dessa maneira, é evi-dente que essa disparidade financeira não apenas reflete a falta de reconhecimen-to ao esporte feminino, mas também repercute nos salários das atletas profissio-nais. Logo, essa ausência de investidores e o persistente machismo representam um obstáculo significativo para alcançar a equiparação salarial entre homens e mulheres no mundo dos esportes.

Sob esta ótica, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse, tais como a implementação de eventos esportivos dedicados exclusivamente para jogadoras femininas, com o objetivo de aumentar a visibilidade e oportunidades de patrocí-nio, implementadas pelo Ministério do Esporte e divulgadas na midia social. Assim,

futuramente, com o aumento do reconhecimento das atletas, é possível construir uma sociedade mais igualitaria e com ausência do machismo nos esportes.