Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 21/06/2024
Os dois maiores representantes do futebol brasileiro atualmente possuem carreiras bem diferentes, Marta, a maior jogadora de todos os tempos, ganhava, em 2023, abaixo de 1% do que o jogador Neymar recebia. O mundo esportivo ainda é muito desigual, as mulheres recebem muito menos que os homens, mesmo se possuírem resultados melhores. Esse problema é mantido pela falta de patrocínio para as atletas e pela falta de divulgação de esportes femininos.
Sob esse viés, é importante notar que as empresas seguem investindo mais em jogadores homens do que nas mulheres, mesmo se ele estiver no fim da carreira ou no começo. De acordo com a revista Forbes, as 15 jogadoras que mais recebem não chegam ao valor que os três jogadores mais bem pagos lucram. Com isso, a disparidade fica cada vez mais visível, como quando a atleta olímpica Sanya Richards-Ross escreveu em sua biografia que precisou abortar para não perder seu patrocínio.
Os esportes femininos ainda são muito desconhecidos devido à falta de divulgação, dificilmente nas mídias encontram-se propagandas sobre torneios competidos por mulheres. Segundo um estudo da Unesco, de toda cobertura esportiva mundial, apenas 4% é dedicada as mulheres. Isso demonstra a falta de apoio que os veículos de notícias dão às esportistas. São mais noticiadas quando fazem algo impecável, enquanto um atleta homem é noticiado por fazer coisas comuns dentro da modalidade.
Para garantir que os atletas possuam salários igualitários, é necessário que o Ministério do Esporte - órgão responsável pelo incentivo às práticas esportivas - divulgue, por meio das redes sociais, esportes femininos, incentivando a valorização dessas modalidades. Assim, a desigualdade salarial no esporte será amenizada e haverá uma maior visibilidade das atletas, possibilitando a elas novas oportunidades antes voltadas ao meio masculino.