Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 19/06/2024
Os caminhos traçados pelas mulheres em todo o mundo, nos dias de hoje, nos trazem muitos avanços, sejam eles na ramo trabalhista, doméstico e político. A sociedade feminina é de maior número da sociedade, e apesar de sua quantidade, dificuldades ainda são enfrentadas com frequência nos ramos do dia a dia de cada mulher. Um dos ramos mais comuns da injustiça, seja ela de gênero, sexualidade e tratamentos é o ramo esportivo, e para as mulheres da sociedade brasileira, um dos principais desafios é a alta diferença salarial comparada a homens.
Que as mulheres possuem tratamento diferente em qualquer ramo profissional não é segredo para ninguém, mas para o ramo esportivo, isso fica cada vez mais destacado e escancarado, tanto pelas mulheres quanto pela mídia televisora onde são transmitidos a maioria dos jogos, e que em muita das vezes, não se transmite o esporte feminino. É perceptível que as a população feminina se sente injustiçada e oprimida quando essas situações ocorrem, principalmente após tantas conquistas deste público no mundo esportivo, e o fato da própria sociedade, por ser criada e tradicionalmente patriarcal, esses efeitos são omitidos.
De acordo com dados publicados por redes de esporte, homens podem ganhar até 234 vezes mais do que uma mulher que está posicionada no mesmo esporte e a mesma função, e até mesmo com os mesmos anos de carreira, e isso é totalmente inadmissível e desrespeitoso com as mulheres da sociedade, principalmente aquelas que lutam por seus direitos próprios e profissionais. Uma das jogadoras mais conhecidas do ramo do futebol feminino é a jogadora Marta, e a mesma, através de campanhas, alegou que era altamente desafiador conseguir respeito pelo próprio público que consumia o conteúdo esportivo.
Sendo assim, não apenas os sistemas governamentais, e também a sociedade devem ser reformados a partir de suas opiniões de origem patriarcal e baseada no sistema criado por homens. Essa reforma deve ocorrer através de respeito mútuo, campanhas, e a própria mídia deveria criar formas de combater o sistema totalmente desigual e machista que é o ramo esportivo, e não apenas ele, e sim todos aqueles que colocam a mulher como algo inferior e sem a capacidade de realizar mudanças.