Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 22/06/2024
O atleta mais bem pago da NBA, liga de basquete americana, recebe 234 vezes mais que a atleta mais bem paga da competição. Essa grande diferença não está presente apenas nos salários, mas também nas premiações de torneios, a seleção Feminina de Futebol dos Estados Unidos recebeu 2 milhões de dólares por serem campeãs da Copa do Mundo de 2015, enquanto a seleção Masculina recebeu 9 milhões chegando nas oitavas de final. Diante disso, não atigimos a igualdade salárial pela discriminação de gênero e pela falta de investimentos.
No Brasil, em 1941,por conta de um decreto-lei, as mulheres foram proibidas de praticar esportes " incompatíveis com a sua natureza", como futebol e luta, esse decreto foi derrubado somente em 1979, esse cenário onde as mulheres eram desvalorizadas mudou, nas olímpiadas desse ano teremos o maior número de participantes do sexo feminino em 100 anos, pela primeira vez o número de competidoras será igual ao número de competidores. Com isso podemos ver que as mulheres estão mudando o conjuntura dos desportes e em alguns anos poderão atingir a igualdade salarial.
A competição de futebol das categorias de base mais conhecida do Brasil, a Copinha, não escapa dessa desigualdade, na edição de 2024, 128 times masculinos participaram, enquanto na edição feminina somente 16 atuaram. No torneio mais importante de futebol do Brasil, o Brasileirão, todos os times da primeira divisão são obrigados a ter uma equipe feminina, enquanto nas outras três não, mas o presidente da CBF, Edinaldo Rodrigues, anunciou que em 2027 todos os times das quatro divisões do campeonato brasileiro terão de ter uma equipe feminina. Esses dados mostram que há pouco investimento nas modalidades femininas.
É evidente a necessidade de medidas que possam assegurar a igualdade salarial. Para isso é preciso que as equipes tenham maior participação feminina nas decisões salariais, deixando-as assumir cargos administrativos, assim poderemos alcançar salarios iguais. Ademais, é necessário que as entidades máximas dos esportes obriguem os clubes a terem um número minimo de mulheres participando nas decisões do administrativo.