Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 21/06/2024

Em 1960, ocorreu o primeiro movimento de emancipação feminina, evidenciando como, ao longo do tempo, as mulheres foram submetidas a uma sociedade machista. Em grande parte da história dos esportes, os homens tiveram mais destaque em todas as mídias, evidenciando uma desigualdade que não considera as habilidades, mas sim o gênero. Os rádios e programas de TV focam principalmente nos jogos masculinos, o que diminuiu muito a visibilidade das mulheres. Além disso, as pessoas ainda possuem ideias machistas enraizadas, uma vez que as mudanças ocorreram em um curto período de tempo.

Mesmo existindo campeonatos femininos, como o Campeonato Brasileiro e a Champions League feminina, o foco das mídias em geral é voltado para os campeonatos masculinos. As divulgações dos times também priorizam, em grande parte, notícias sobre os times masculinos. Desde o início, esportes considerados “coisa de homem” são atividades como futebol, basquete e até handebol, pois envolvem um contato físico mais violento, o que as mídias sempre transmitiram. Os esportes femininos, por não apresentarem essa agressividade em excesso, não atraem tanto o público.Atualmente, as mulheres já são independentes e possuem os mesmos direitos que os homens, mas muitas vezes ainda são objetificadas ou vistas de forma sexualizada nos esportes. Um exemplo é o caso de Luis Rubiales, que beijou forçadamente a jogadora Jenni Hermoso durante a comemoração de um título, conforme relatado pelo G1.Segundo a CNN, um dos exemplos da retirada dos direitos femininos ocorreu na década de 1940, quando Getúlio Vargas proibiu o futebol feminino no Brasil por considerá-lo incompatível com a natureza feminina. Hoje, as mulheres têm mais visibilidade, mas ainda enfrentam a falta de patrocínios e são alvo de preconceitos arraigados.Diante da atual situação das mulheres nos esportes, é fundamental que os órgãos responsáveis, como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), se responsabilizem pela igualdade salarial entre homens e mulheres. Além disso, os clubes e as mídias devem aumentar a transmissão dos esportes femininos para arrecadar recursos para o pagamento das jogadoras. As empresas também deveriam fechar mais contratos com as atletas, oferecendo-lhes mais oportunidades e visibilidade