Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 07/10/2025

Na contemporaneidade, reduzir as desigualdades no mundo é um desafio a ser enfrentado por todas as sociedades. Conforme Aristóteles, filósofo, justiça é dar a cada um o que é seu. Nesse sentido, o capitalismo e as desigualdades históricas são as causas que deverão ser superadas para sanar esse problema.

Em primeiro lugar, o capitalismo como modelo econômico mundial aprofunda a diferença social entre as pessoas. Isso porque o lucro da produção se concentra no proprietário dos meios de produção, ao mesmo tempo que os trabalhadores recebem o mínimo pelo trabalho realizado. A fim de superar essa situação, Karl Marx, filósofo, justificava que o proletariado deveria tomar os meios de produção e dividir a renda igualitariamente. Essa atitude é necessária pois, com o avanço do capitalismo, as diferenças sociais aumentaram, criando raízes profundas ao redor do mundo.

Ainda, no Brasil as desigualdades sociais se deram há centenas de anos. Criada em 1850, antes da abolição da escravidão, foi criada a Lei da Terra, a qual definia que o Estado não doaria mais as terras, estas deveriam ser compradas. Nesse sentido, após a escravidão, o Estado não poderia doar terras aos ex-escravos, que não tinham condições de comprá-las. Dessa forma, iniciou-se a desigualdade social no país.

Por fim, verifica-se que o caminho para a redução da desigualdade social no mundo encontra barreiras no modelo econômico capitalista e nas desigualdades históricas, como no caso do Brasil. Com essas informações em mente, a Organização das Nações Unidas (ONU), deve reunir os países com maiores desigualdades sociais e ajustar a reestruturação da distribuição de renda, propondo aos governos locais que determinem uma porcentagem mínima de lucro aos proprietários dos meios de produção, possibilitando que o proletariado receba mais pelo trabalho realizado, com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais. Então, ainda que não se acabe com a desigualdade completamente, haja uma nova forma de distribuição de renda mais equitativa.