Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo
Enviada em 08/10/2025
No filme Distrito 9 (2009), é retratado um cenário fictício em que humanos e alienígenas convivem no planeta Terra, porém tal convivência é marcada por preconceitos e atitudes hostis de ambos os lados. Nesse viés, a obra reflete problemas do mundo contemporâneo, causados devido à inércia estatal frente às diferenças de classe e ao descaso social diante do preconceito étnico.
Primordialmente, é evidente a insuficiência da ação estatal para reduzir a desigualdade econômica. Sob essa perspectiva, o filósofo Nicolau Maquiavel argumenta que o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, relegando ao segundo plano a busca pelo bem comum. Nesse prisma, observa-se a tese de Maquiavel, visto que há escassos investimentos do governo na construção de instituições de ensino em regiões periféricas, uma vez que políticas voltadas a essa questão não oferecem retorno eleitoral imediato. Como resultado, o ingresso no mercado de trabalho torna-se inviável para muitos cidadãos, favorecendo injustamente as pessoas que se encontram no topo da pirâmide econômica.
Ademais, a omissão social diante da segregação étnica contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que o silêncio social naturaliza situações problemáticas. Sob esse viés, o pensamento de Arendt se concretiza, já que a sociedade enxerga a violação do Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante igualdade e dignidade a todos, como algo banal e de baixa relevância. Com isso, há a normalização da representatividade reduzida na política e na mídia das pessoas oprimidas e pouca pressão social sobre o governo para a mudança desse paradigma, contribuindo para a persistência do imbróglio.
Portanto, é indubitável que medidas são necessárias para corrigir essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Justiça promover campanhas de conscientização popular, como “Human Rights Are What Unite Us”, por meio de oficinas educativas, a fim de mitigar os impactos gerados pela disparidade social. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática para pressionar o governo a superar a inércia diante do problema. Dessa forma, a sociedade poderá avançar rumo a um mundo mais justo.