Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 18/10/2025

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, prevê todos os direitos à igualdade e à dignidade. Porém a concretização da garantia em voga é dificultada ao combate da desigualdade no mundo. Tal cenário ocorre, em especial, devido à negligência do Governo e à má formação sociocultural.

Antes de tudo, é importante destacar a insuficiência da ação estatal em relação à desigualdade social no mundo. Conforme o pensador Nicolau Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, relegando, a segundo plano, a busca pelo bem comum. Nesse prisma, observa-se um descaso por parte do governo com escassos investimentos no combate da desigualdade, uma vez que políticas voltadas a essa questão e à redução da desigualdade não oferecem significativo retorno eleitoral aos políticos. Isso ocorre porque grande parte da população não enxerga que um mundo com mais equidade como prioridade e, por isso, não apoia os governantes que proponham melhoria de oportunidades para todos. Como resultado, o mundo acaba continuando desigual.

Ademais, a omissão social diante da desigualdade estatal contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filosofia de Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que acaba naturalizando situações problemáticas. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação do desequilíbrio das oportunidades sociais, já que a maioria da sociedade enxerga a desigualdade social como algo banal e de baixa relevância, sendo escassas as discussões acerca desse tema no cotidiano. Com isso, há a normalização da desigualdade social e da opressão da sociedade no governo para mudança desse paradigma, o que contribui para a persistência do imbróglio.

Portanto, com o objetivo de amenizar a desigualdade social, é necessário, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio das Organizações da Nações Unidas – órgão responsável por gerir assuntos para promover a paz e segurança no mundo. Esses recursos serão aplicados em palestras, por meio da contratação de psicologos, a fim de mostrar para sociedade a importância da redução da desigualdade social no mundo.