Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo
Enviada em 21/10/2025
O movimento do êxodo rural, ocorrido no Brasil no século XX, impulsionou a assimetria social no país, visto que os migrantes partiam para os centros urbanos e não tinham acesso a empregos e moradias dignas. Atualmente, no Brasil, a desigualdade social se faz presente em uma grande parcela populacional. Nessa concepção, é preciso apontar como principais causas de determinado revés: a modernização urbana e a exclusão das classes economicamente desfavorecidas.
Em primeiro plano, o processo de gentrificação figura como substancial fundamento dessa problemática. Referente a isso, Carolina Maria de Jesus, em seu livro “Quarto de despejo” evidencia, entre outras temáticas, como a valorização e modernização urbana afastam a população em situação de pobreza para as margens e ignoram a sua existência e bem-estar. Assim, nota-se que a ineficiência de políticas públicas eficazes para assegurar a inclusão social das comunidades marginalizadas contribui para o cenário de desigualdade, em razão da falta de investimentos para a inserção social das camadas mais pobres da sociedade. Como consequência, é notável a intensificação da desigualdade e marginalização das classes. Dessa maneira, é preciso a participação do Estado para uma rápida resolução desse cenário social contemporâneo.
Ademais, a marginalização dos grupos sociais em situação de vulnerabilidade social constitui um fator adicional desse óbice. Referente a isso, o filme “Cidade de Deus” demonstra a segregação societária na cidade do Rio de Janeiro, revelando como a marginalização e a exclusão das comunidades desfavorecidas perpetuam a desigualdade. Em função disso, observa-se que a evasão escolar colabora para o agravamento do quadro da desigualdade social, uma vez que a falta de acesso à educação impede a ascensão social. Consequentemente, observa-se o avanço da disparidade social e a assimetria de oportunidades de avanço social. Dessa forma, é indispensável uma intervenção do governo visando reverter esse contexto social.
Portanto, cabe ao Estado, órgão responsável por garantir o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério da Cidadania e do Ministério da Educação, campanhas para conscientizar a população, visando garantir a inserção das populações marginalizadas na sociedade e garantir os seus direitos básicos.