Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 27/10/2025

A novidade é uma música de Gilberto Gil, na qual o artista faz uma metáfora sobre a desigualdade social brasileira por meio da descrição da forma como as pessoas enxergam o ser mitológico sereia. Enquanto alguns a admiravam pela sua beleza outros queriam come-la para saciar sua fome. O ápice da música acontece no refrão, quando ele canta: “Ó mundo tão desigual, de um lado esse carnaval, do outro essa fome total”, em que explicita sua crítica social. Fora da música, a desigualdade social ainda é um dos grandes desafios contemporâneos. Principalmente devido à persistência da diade: racismo e machismo. E também devido à intensificação do capitalismo. Logo cabe analisar possíveis caminhos para reduzir a desigualdade social no mundo.

A desigualdade social é uma mancha global, sendo um dos principais motivos da existência da extrema pobreza. No entanto, é notório quais são os grupos mais afetados por essa problemática. Dados da ONU ( Organização das Naçoes Unidas) mostram que cerca de 1,3 bilhões de pessoas vivem na extrema pobreza, porém mulheres e grupos étnicos são os mais afetados. Isso permite concluir que a estrutura da sociedade ainda está sobrecarregada por problemas sociais não solucionados, como racismo e machismo. Aproximando-se cada vez mais do conceito de necropolítica, cunhado pelo pensador camaronês Achille Mbembe, no qual ele desenvolve a ideia de política de estados baseados na equação: de quem pode viver e quem pode morrer, por meio de negação de direitos, oportunidades

Além disso, a intensificação do capitalismo potencializa a concentração de renda, fazendo com que cada vez mais esse abismo entre pobres e ricos aumente, já que essa dinâmica — de alguns com muitos e muitos com pouco — é a base do sitema.

Diante disso, é imprescindível medidas para mitigar essa situação. Cabe, dessa forma, à ONU (Organização das Nações Unidas) colocar mais ênfase no combate ao racismo e machismo em congressos internacionais, convidando sociólogos e economistas especialistas que possam desenvolver ações efetivas para resolução dessas problemáticas sociais que são a base da desigualdade social. Para que assim possamos alçar uma realidade mais equânime.