Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 29/10/2025

O filme sul-coreano “Parasita”, vencedor do Oscar em 2020, retrata o contraste entre duas famílias - uma rica, outra pobre - e escancara de forma simbólica o abismo entre classes sociais. A obra, porém, não retrata apenas a Coreia do Sul, mas um modelo global em que a riqueza de poucos depende da precariedade de muitos. No cenário atual brasileiro, a desigualdade social se mantém como herança de processos históricos de exploração vinculados à lógica excludente do capitalismo, e suas consequências atravessam as esferas social e política.

A desigualdade social é resultado de uma engrenagem econômica e histórica que, desde a colonização europeia, consolidou uma ordem mundial baseada na dependência e na concentração de riquezas. Nos séculos seguintes, o neoliberalismo aprofundou essas disparidades ao transformar direitos em mercadorias e reduzir o papel do Estado na promoção da equidade. Essa lógica faz com que países periféricos, herdeiros de séculos de exploração colonial, continuem submetidos às potências centrais por meio de dívidas externas, barreiras comerciais e exploração de recursos naturais.

As consequências dessa estrutura se manifestam em múltiplas dimensões. No campo social, a pobreza extrema e a falta de oportunidades perpetuam ciclos de exclusão, comprometendo o acesso à educação, à saúde e à moradia digna. No plano ambiental, a desigualdade agrava a crise climática: as populações mais pobres, embora menos responsáveis pelas emissões de carbono, são as que mais sofrem com desastres naturais e escassez de recursos

Diante desse cenário, é necessário que organismos internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, implementem políticas globais de redistribuição de renda e fortalecimento de direitos sociais, por meio da taxação progressiva de grandes fortunas e da criação de fundos de investimento social destinados a países em desenvolvimento, com o objetivo de reduzir a desigualdade estrutural entre nações e garantir oportunidades equitativas a todos os cidadãos. Além disso, os Estados nacionais devem reforçar políticas públicas voltadas à educação de qualidade e à geração de emprego, priorizando programas que integrem populações vulneráveis à economia formal