Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 18/03/2026

Erguida como alicerce jurídico da nação, a Constituição Federal de 1988 foi concebi-da para sustentar um edifício social pautado na justiça, na igualdade e na liberda-de. Contudo, os desafios para a redução das desigualdades sociais no mundo reve-la rachaduras nesse apoio, uma vez que direitos – como a igualdade social – ainda não se concretizaram para toda a população. Esse quadro explicase, sobretu-do, pela negligência governamental e a descaso midiático.

Outrossim, é fundamental considerar que a ineficiência estatal agrava a desigual-dade social. Tal fato ocorre, pois, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, o Es-tado materializa-se como uma “Instituição Zumbi”, descrita por ele como presente na sociedade, mas ineficaz no cumprimento de seu papel. Sob essa ótica, a crítica de Bauman concretiza-se na inércia estatal diante dos problemas sociais, eviden-ciado pelo descaso estatal em não efetivar políticas públicas eficazes que garantam acesso igualitário a direitos básicos, como educação, e oportunidades econômicas. Essa omissão contribui para a manutenção das disparidades sociais no mundo. Dessa forma, é inaceitável que o desleixo do governo perpetue no corpo social.

Diante desse cenário, percebe-se que o principal entrave para a desigualdade social brasileira é a falha educacional. Nessa perspectiva, isso acontece porque, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Nesse âmbito, a reflexão do pensador é presente na sociedade atual, visto que existe um vácuo escolar, decorrente principalmente da insuficiência de inves-timentos públicos destinados a instituições de ensino, o que contribui para a per-petuação da desigualdade social e para a limitação de oportunidades para grande parte da população. Dessa maneira, é inadmissível que a omissão do governo con-tinue a impactar a sociedade.

Portanto, em virtude de combater a desigualdade social global, medidas devem ser tomadas. Assim, cabe ao Governo Federal, instância máxima de administração do poder executivo, criar leis para investimentos públicos e campanhas. Tais medidas teriam por finalidade acautelar o bem-estar social e a manutenção da educação de qualidade. Por conseguinte, somente dessa maneira a ordem social será estabelecida e o progresso tornar-se-á possível.