Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo

Enviada em 08/05/2026

Políticas públicas, educação de qualidade e proteção social: diversos são os caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo. Nesse contexto, a Constituição Federal garante igualdade e dignidade humana como direitos fundamentais. Entretanto, apesar dessa garantia legal, a persistência da evasão escolar e da desigualdade estrutural contribui para a manutenção dessa problemática no cenário global.

Precipuamente, destaca-se que a evasão escolar no Brasil, embora em queda, ainda afeta milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Nesse sentido, o filme “Mussum: O Filmis” retrata a trajetória de Antônio Carlos, evidenciando uma infância marcada pela vulnerabilidade e pela valorização da educação como meio de ascensão social. Dessa forma, ao evidenciar a importância dos estudos, a mídia pode atuar como instrumento de conscientização, contribuindo para a redução da evasão escolar e, consequentemente, das desigualdades sociais.

Ademais, a desigualdade estrutural também se configura como um entrave significativo. De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas, a redução das desigualdades é um desafio internacional. Sob essa ótica, o filme “Que Horas Ela Volta?” evidencia as barreiras sociais existentes no Brasil, ao retratar a limitação da mobilidade social entre diferentes classes. Assim, a ausência de políticas públicas eficazes perpetua esse cenário excludente.

Destarte, torna-se necessária a adoção de medidas para mitigar essa problemática. Para isso, o Estado, por meio do Ministério da Educação, em parceria com os meios de comunicação, deve promover campanhas midiáticas educativas, veiculadas em redes sociais, televisão e plataformas digitais, com linguagem acessível ao público jovem, através de depoimentos e conteúdos interativos, a fim de conscientizar sobre a importância da permanência escolar e seus impactos na redução das desigualdades sociais. Dessa maneira, será possível garantir não apenas o direito à igualdade e dignidade previsto constitucionalmente, mas também a redução da vulnerabilidade e a promoção do bem-estar coletivo.