Caminhos para a redução das desigualdades sociais no mundo
Enviada em 15/10/2026
Em 2004, o fotógrafo Tuca Vieira capturou um dos retratos mais contundentes da desigualdade no Brasil: de um lado a favela de Paraisópolis, do outro os grandes edifícios de um bairro de alto padrão em São Paulo: o Morumbi. Uma vez que esse cenário se estende para realidade de outros países, urge discutir acerca de cami-nhos para reduzir a disparidade social no mundo. Dessa forma, notam-se duas questões a serem abordadas: a taxação da classe rica e a reforma agrária.
Sob essa ótica, é inegável que um grupo seleto de pessoas concentra muita ren-da. Nesse sentido, esse aglomerado financeiro favorece quem o detém, mas coloca em vulnerabilidade aqueles indivíduos que trabalham mais e recebem menos. Isso ocorre, pois os baixos salários aos trabalhadores contribuem para a permanência da maior parte dos lucros nos empresários, ou seja, dos patrões. Segundo o histo-riador Jones Manoel é necessário impedir o acúmulo de riqueza, para que a socie-dade prospere socioeconomicamente. Por isso, o aumento dos impostos para a parcela mais rica visa a permanência do capital no país de origem, a mitigação das disparidades de renda e conversão desse dinheiro em políticas públicas.
Ademais, vê-se que existe má distribuição de terras, especialmente no território brasileiro. Nesse contexto, embora o Brasil seja um país agroexportador, de mono-culturas advindas dos latifúndios, quem sustenta a alimentação da população é a agricultura familiar, a qual é menos contemplada com incentivos e áreas para pro-dução. Essa conjuntura acontece, porque a lei que rege as propriedades de terra é antiga, a Lei de Terras de 1850, e, apesar das modernizações, ainda permite que fa-mílias historicamente ricas fiquem no comando das produções agrárias tupini-quins. Dessa forma, o pequeno agricultor não é plenamente atingido pelos bene-fícios monetários e terras cultiváveis.
Portanto, urge mitigar a desigualdade socioeconômica. Assim, cabe aos gover-nos de cada país estudarem um cenário de consideração fundiária e acúmulo de capital feito por uma parcela ínfima da população, para que sejam implementadas taxações nos altos salários e igualdade na distribuição de terras, além de suas de-vidas conversões igualitárias ao povo. Tudo isso, por meio de término do privilégio hereditário da acumulação desses bens.