Caminhos para assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos

Enviada em 23/07/2025

Em “Instituição Zumbi”, Bauman explora o paradoxo de instituições que mantêm sua estrutura, mas não desempenham suas funções. No Brasil, essa lógica é evidente no sistema de saúde, que, embora garantido pela Constituição falha em oferecer acesso pleno à uma vida saudável, o que compromete o bem-estar. Essa realidade decorre, sobretudo, da desigualdade social e da ineficiência na gestão de resursos públicos. Diante disso, é preciso viabilizar soluções em prol do bem-estar.

Em primeiro plano, a desigualdade social fragiliza a promoção da saúde e bem-estar. Nesse enfoque, de acordo com a Organização das Nações Unidas, cerca de 30% da população mundial não têm acesso regular a serviços de saúde. Por conseguinte, essa vulnerabilidade amplia as disparidades sociais, especialmente no que se refere às pessoas pobres e periféricas. Dessa forma, enquanto não houver uma redução desses desníveis, o bem-estar coletivo continuará restrito a parcelas privilegiadas da sociedade.

Ademais, a má gestão dos recursos governamentais ameaça o funcionamento do serviço de saúde. Segundo Darcy Ribeiro, as falhas em setores essenciais muitas vezes não são acidentais mas reflexo de um projeto político excludente. Além disso, a precarização do Sistema Único de Saúde deixa de ser apenas ineficiência e se torna um fator ativo na negação de direitos haja vista os desafios para dinamizar uma vida saudável. Logo, o Estado coloca em risco o bem-estar coletivo.

Portanto, a permanência de instituições que não cumprem suas funções, como o Sistema de Saúde, interfere no bem-estar e em uma vida saudável. Para enfrentar esses entraves, é preciso que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, implemente programas de fortalecimento da atenção básica, com foco na prevenção de doenças em regiões vulneráveis, por meio da contratação de profissionais da saúde além da ampliação de unidades públicas. Outrossim, o Ministério da Economia deve direcionar recursos com base em auditorias transparentes e fiscalização da Controladoria-Geral da União garantindo o uso ético do dinheiro público. Assim, será possível romper com a lógica das “instituições zumbis” e assegurar uma vida saudável com foco no bem-estar para todos.