Caminhos para assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos
Enviada em 29/07/2025
O filme “O Preço do Amanhã” retrata uma sociedade na qual os mais ricos compram tempo em forma de luxo e os mais pobres têm sua expectativa de vida limitada a 25 anos. Apesar de ficcional, a população brasileira tem dificuldades em manter uma vida saudável e de qualidade. Nesse sentido, é necessário analisar a ausência de investimentos para o bem-estar social que provoca a marginalização dos indivíduos carentes.
Diante desse cenário, a ausência de investimentos para o bem-estar social é um dos principais entraves para promoção de uma vida saudável para todos. A Finlândia é conhecida por ser o país com maior investimento social, promovendo saúde e infraestruturas fundamentais para os seus cidadãos. Em contrapartida, o Brasil investe menos do que o necessário em áreas sociais essenciais. O SUS, por exemplo, enfrenta um “subfinanciamento crônico”, como apontado por especialistas da Fiocruz, o que prejudica o acesso universal à saúde. Isso dificulta a promoção dos direitos sociais e agrava as desigualdades, perpetuando um corpo social no qual muitos não acessam direitos básicos.
Ademais, os indivíduos que não têm uma boa qualidade de vida acabam por ser marginalizados. O conceito do Capital Social, do filósofo Pierre Bourdieu, diz que o ser é aquilo a que tem acesso de forma econômica e intelectual. Dessa forma, sem acesso a saúde, esporte e lazer, a população carente tende ao isolamento e ao sofrimento psíquico. Isso contribui para o aumento da ansiedade e para uma menor expectativa de vida, como evidenciado em pesquisas da OMS que colocam o Brasil como o país mais ansioso do mundo. Sem uma mudança comportamental, muitos indivíduos serão mantidos na beirada social e o adoecimento mental desses indivíduos tende a se agravar.
Logo, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas mensais de qualidade de vida em locais de vulnerabilidade social por meio da destinação de verbas para ofertar serviços gratuitos nas comunidades, podendo se estender a eventos esportivos com a participação de profissionais da saúde. Tal ação deve ocorrer a fim de minimizar a marginalização e possibilitar uma melhora no bem-estar da população carente.