Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação

Enviada em 14/10/2025

Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, a carência do acesso à escolarização se apresenta como um dos “nós” a serem desatados. Em suma, um caminho possível para colocar em prática o direito universal do acesso à educação pressupõe a diminuição da desigualdade social, bem como da exclusão digital.

Diante desse cenário, é imperativo pontuar a desigualdade social como promotora do empecilho. Essa situação surge quando a concentração de riqueza está nas mãos de uma pequena parcela populacional, em detrimento da maior parte viver na pobreza. Essa análise pode ser confirmada pela citação do filósofo e ativista brasileiro Eduardo Marinho, o qual diz que: “Não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia”. Em resumo, fica evidente que a população a qual vive em vulnerabilidade social terá privação da educação como consequência da escassez de condições financeiras.

Ademais, é importante apontar a exclusão digital como colaboradora do impasse. Assim, essa circunstância é evidenciada quando indivíduos têm pouco contato, ou nenhum, com ferramentas digitais que auxiliam a educação -como tablets e computadores-, o que prejudica o aprendizado. Dessa maneira, essa avaliação é validada pela afirmação de Steve Jobs, que cita: “A tecnologia move o mundo”. Em síntese, é cristalino que a exclusão digital está camihando contra o pleno direito universal da educação e deve ser sanada.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que essa problemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a exclusão digital, o Governo, por meio de parceria com o Ministério da Educação, deve investir na criação de escolas com disponibilidade de computadores e aulas de informática nas áreas mais carentes da sociedade para que se extingua essa segregação. Além disso, precisa fomentar programas sociais que visem a efetivação de escolarização de qualidade para as pessoas em condição de pobreza. Só assim, o direito universal do acesso à educação será colocado em prática no Brasil e esse “nó” será desatado, como descrito por Barão de Itareré.