Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação

Enviada em 23/06/2026

Carolina Maria de Jesus, em seu livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada” do século XX relata as dificuldades do dia-a-dia sendo catadora de reciclagem na cidade de São Paulo, mesmo tendo um acesso precário à educação na infância, Carolina aprendeu a escrever e a ler, mesmo que com certa dificuldade. No entanto

mesmo após décadas, ainda hoje, o acesso a educação no país é limitado. Dessa forma é necessário discutir os principais fatores que dificultam a democratização do acesso a educação no Brasil.

Nesse sentido, vale ressaltar que a desmotivação cultural à educação é um fator que dificulta a democratização do acesso à educação. Esse problema ocorre porque hoje em dia, é muito comum nas redes sociais podcasts em que jovens - de classe alta - dizem que estudar é algo que não vai mudar a vida de ninguém - discurso muito fácil para quem já nasce com privilégios garantidos. Tal comporta-

mento acaba sendo reforçado por músicas como " Estudo errado"do cantor Gabriel o Pensador, a canção que por um lado crítica o modelo da escola tradicional e tem seus pontos de razão, por outro, há trechos como “A maioria da matéria que eles dão eu acho inútil” ao dizer isso a música reforça o discurso elitizado.

Além disso, a desigualdade social ainda é um fator crucial que impede - anualmente - milhares de jovens de trilharem um caminho na aprendizagem. Isso ocorre porque muitos adolescentes precisam trabalhar para ajudar na complementação da renda de casa, uma vez que não conseguem ou quando obtém o benefício do governo o valor não é o suficiente. Como consequência, acaba ocorrendo a evasão escolar, dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - mostram que até 2023 cerca de 9 milhões de jovens saíram da escola sem concluir o ensino básico.

Portanto, são necessárias medidas para aumentar o acesso ao ensino no Brasil. Logo, a fim de democratizar a entrada de jovens no ensino básico e médio, cabe ao Ministério da Educação por meio da ampliação da quantidade de escolas em zonas periféricas e rurais, o que ajudaria milhares de jovens a terem uma mudança de vida proporcionada pela educação e não passar pelas dificuldades que milhares de Carolinas passaram.