Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação
Enviada em 30/06/2026
Carolina Maria de Jesus, em seu livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, relata as dificuldades enfrentadas em razão do acesso precário à educação. Entretanto, décadas depois, o direito universal ao ensino ainda não é plenamente garantido no Brasil. Dessa forma, é necessário discutir como a crescente desvalorização dos estudos e a manutenção da desigualdade social impedem a democratização do acesso à educação.
A princípio vale ressaltar que a desvalorização do estudo contribui para que o acesso à educação não seja democratizado. Esse problema ocorre porque hoje em dia, é comum, nas redes sociais, podcasts em que jovens - de classe alta - dizem que estudar é algo que não vai mudar a vida de ninguém - discurso muito fácil para quem já nasce com privilégios garantidos. Assim, é muito comum os jovens que não têm condição de investirem em formas produtivas de lazer passarem um tempo demasiado nas redes sociais - que por muitas vezes acabam sendo veículo para propagação de discursos que desincentivam os estudos. Como consequência desse discurso, os jovens passam a achar que a escola é algo desnecessário. Dessa maneira, nota-se que há um menosprezo crescente acerca da educação.
Além disso, a desigualdade social ainda é um fator crucial que impede - anualmente - milhares de jovens de trilharem um caminho na aprendizagem. Essa questão acontece pois muitos adolescentes precisam trabalhar para ajudar na complementação da renda de casa. Mesmo que haja certos benefícios como o Pé-de-meia e o Bolsa Família, os auxílios acabam não sendo o suficiente, uma vez que o custo dos alimentos e objetos básicos sobem constantemente, não permitindo que o jovem tenha tranquilidade para conseguir estudar - já que a preocupação é constante. Como efeito, acaba ocorrendo a evasão escolar, dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - mostram que até 2023 cerca de 9 milhões de jovens saíram da escola sem concluir o ensino básico, o que demonstra que são necessárias medidas para evitar a evasão escolar.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação ampliar os recursos destinados aos jovens - colocando um bônus aos jovens que trabalham - a fim de reduzir a evasão escolar garantindo e promovendo um acesso democrático à educação.