Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação

Enviada em 15/04/2025

Segundo o Censo Escolar de 2020, 5,8 milhões de jovens estão em distorção idade-série, ou seja, têm atraso entre o ano escolar e a idade esperada. Diante disso, essas circunstâncias do Brasil advêm da pobreza das famílias de jovens dos dados de aprimoramento nessa área que esconde informações importantes sobre o verdadeiro cenário da educação.

Primeiramente, há de se considerar que os 5,8 milhões de jovens com distorção idade-série são um reflexo da realidade de que muitos deles precisam trabalhar para mitigar a situação financeira de suas famílias. Eles não têm dinheiro para comer, para ter água, para ter roupas, logo, por mais que há leis que tentem permitir a todos a educação, a falta do básico impede-os de frequentar escolas. Assim sendo, crianças e adolescentes que vivem nessas condições, mesmo que consigam estudar em escola pública, terão um atraso acadêmico por terem uma idade maior que a prevista.

Não somente, existe o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) feito pelo Ministério da Educação (MEC) que teve um aumento, mas o método usado para essa informação omite fatores importantes para a avaliação da formação de um indivíduo. De acordo com o MEC, houve um aumento de 2,2, 1,5 e 1,1 no Ideb nos anos iniciais, anos finais e ensino médio, respectivamente. No entanto, apenas são consideradas as competências de português e de matemática dos alunos, ou seja, pensamento crítico, infraestrutura das instituições e outras disciplinas não são levadas em conta. Dessa maneira, esses dados desviam a atenção do público ao demonstrar aprimoramento, mas, simultaneamente, mascarar a realidade e, consequentemente, a necessidade de investimentos.

Em suma, o trabalho de jovens para sustentar as suas famílias e a falta de devidos investimentos são os obstáculos para uma melhor educação. Com intuito de vencer esses desafios, o governo e o MEC deveriam contribuir economicamente por meio de auxílios para jovens e de investimentos na qualidade dos espaços escolares ao garantir a permanência de jovens como alunos e adequadas instituições de ensino. Poder-se-ia investir nos prédios das escolas, em ofertas de lanches saudáveis e profissionais de apoio, como psicólogos, todos para aperfeiçoar a educação.