Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação

Enviada em 04/05/2025

“100+210”. A primeira vista, um cálculo simples. No entanto, segundo o G1, mais da metade dos estudantes brasileiros de 9 anos não conseguem resolvê-lo. Esse dado revela a grave deficiência no acesso e na qualidade da educação básica no país. Dentre as consequências dessa mazelas, uma se destaca, a alta taxa de subemprego entre jovens que tiveram seu direito a educação negado.

Segundo a constituição brasileira de 1988 todo cidadão tem direito a educação e ao trabalho, dois tópicos que estão estreitamente ligados. Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente e o número de trabalhadores informais crescendo gradualmente, essa relação fica ainda mais evidente. E com isso constrói se uma situação bem comum, o indivíduo que trabalha para sobreviver, escala 6x1, longas jornadas de trabalho, e acaba ficando sem tempo para se qualificar e conseguir um emprego que o permita viver.

Além disso a desigualdade social também afeta essa temática, onde crianças nascidas em lares menos abastados, se vêem obrigadas a deixar a escola em segundo plano e começar a trabalhar para ajudar na renda familiar. É nessa circunstância que é gerado um ciclo que acaba passando de geração para geração: má ou nenhuma educação na infância/adolescência, subemprego e informalidade na fase adulta, e como resultado, transtornos mentais como burnout, depressão ansiedade.

Para que esse cenário seja transformado, é dever do governo federal e ministério da educação em parceria com todos os estados do país, promover mudanças que tornem o ambiente mais eficiente, acolhedor e atrativo para o estudante por meio de de ações como: incentivo financeiro maior, tanto para os alunos, quando para os professores em formação, uniformes e materiais escolares gratuitos, e a inserção de pais e responsáveis em programa sociais como o bolsa família.