Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação
Enviada em 16/06/2025
Uma das maiores preocupações do mundo atual é o acesso e a qualidade da educação. Como prática milenar, o ato de ensinar e aprender ajudou e ajuda a humanidade a construir legados materiais e imateriais. Com a transição para a contemporaneidade, os principais pilares da educação foram perdidos. Sem o real conhecimento da importância do aprendizado a busca pela abrangencia dele se torna fraca e sem frutos concretos. A falta do apoio populacional e de práticas conscientizadoras estatais são causas claras da dificuldade enfrentada.
Em primeira instância, encontramos grande parte do povo brasileiro que deixa de buscar seus direitos como estudante por não se mobilizar por eles. Com cultura onde maior parte dos trabalhos era braçal, transicionar para aprendizados intelectuais as vezes não é visto como positivo e sim como “perda de tempo”. Isso mostra que não há entendimento da comunidade em como, na verdade, o aprendido pode ter mudanças positivas na vida pessoal e comunitária. No filme “Legalmente Loira”, Elle Woods, a personagem que não enxargava a necessidade do mundo acadêmico, pode auxiliar colegas e construir uma vida mais oportuna depois de adentrá-lo, provando que de fato o bem estar geral pode ser maior com o investimento nos estudos.
Em segunda instância, vemos a escasses de ações que busquem otimizar o acesso à educação e mostrem suas movimentações positivas. Sem o engajamento do estado, denúncias e melhorias não são escutadas e/ou postas em prática, criando distanciamento a aqueles que lutam pela educação universal. Essa lacuna desenvolve de certa forma uma situação semelhante com a da Revolta da Vacina, que ocorreu em 1904, no qual a população lutava contra uma campanha que, além de violenta, não tinha sentido para eles. Como hoje, a falta de comunicação levou grande parte do povo a se alienar contra algo que seria positivo para eles.
Por isso, é indispensável entender a diferença que existiria se os benefícios da educação fossem disseminados. Para isso, é necessário maior preocupação do Estado e principalmente do Ministério da Educação, orgão destinado a equalizar a educação no Brasil, com campanhas e propagandas, a fim de mostrar como a luta pelos direitos universais da educação são válidos.