Caminhos para colocar em prática o direito universal do acesso à educação
Enviada em 05/05/2025
Para o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser opressor.”, de forma semelhante, a defasagem do ensino brasileiro acarreta diversos fatores de desintegração social. Dessa forma, os caminhos para atingir o direito universal do acesso à educação são interrompidos pela omissão estatal e a desigualdade social.
Em primeiro lugar, a omissão estatal revela governos corruptos, que apenas buscam a produção de mão de obra barata. De maneira análoga, a obra “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago, discorre sobre uma sociedade atingida pela chamada “cegueira branca”, doença que os impede de enxergar as mazelas dos indivíduos. Assim, o Estado omitindo as lacunas educacionais, revelando-se infectado pela “cegueira branca” ou ganância, leva ao acesso precário ao ensino fadando à população a aceitar subempregos- muitas vezes geridos pela elite econômica, que por sua vez se envolve constantemente no cenário político.
Ademais, a desigualdade social contribui para a dificuldade de democratizar o acesso a educação. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, demonstrando a importância de adquirir o ensino libertador, que molda características como ética e moral. Porém, a pobreza no país obriga crianças e adolescentes a entrarem cada vez mais cedo no mercado trabalho, colaborando para a evasão escolar- uma vez que o indivíduo não enxerga um “futuro” no ensino, além de que o contato precoce com a vida adulta faz advir o ressentimento com a sociedade e assim nasce a delinquência juvenil.
Torna-se evidente, portanto, que a defasagem do ensino contribui para diversos problemas sociais. Assim, o Governo Federal- órgão responsável por garantir a harmonia social, por meio dos seus ministérios, devem trabalhar de maneira coletiva para implementar medidas de fixação dos alunos na escola, como a conscientização dos pais por meio de palestras e hortas comunitárias para que a alimentação em casa não seja preocupação, com a finalidade de contribuir para a democratização do direito universal a educação, além de eliminar discrepâncias sociais. Dessa forma, o sonho do oprimido será poder ajudar.