Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 29/04/2020

Compreendida como uma substância psicoativa que afeta o sistema nervoso do indivíduo que a usa, o crack é uma droga ilícita que surgiu no globo, na década de 1970, como alternativa ao uso da cocaína aos seres de classe baixa. Contudo nota-se na atualidade, em especial no Brasil, um aumento dos usuários desse narcótico entre a população marginalizada e, também, entre os beneficiados socialmente. Dessa forma, por esse entorpecente atingir um número cada vez maior de brasileiros e pelas consequências do seu uso serem danosas, sobretudo, à saúde e à interação social desses cidadãos, o governo nacional deve buscar maneiras de extinguir essa grave epidemia do seu território.

Nesse contexto, o tráfico de drogas, aprimorado pela globalização, destaca-se como uma das causas da epidemia do crack no Brasil. Visto que, no país, o narcotráfico é uma ação de difícil controle, devido, principalmente, às suas proporções continentais. Esse fato associado ao mercado globalizado, no qual a comunicação e o transporte são facilitados, possibilita uma maior circulação do alucinógeno entre brasileiros. Ademais, a falta de debates no meio social acerca dos entorpecente pode contribuir a esse surto da droga. Nesse sentido, salienta-se a obra “Totem e tabu” do psicanalista Freud, segundo o qual o tabu é um assunto que a sociedade tem dificuldade de trabalhar e o totem é um tema exaltado por ela. Deste modo, como os brasilienses, em geral, encaram discussões sobre drogas como algo indevido de pauta, logo um tabu, a desinformação sobre o tema pode fazer muitos jovens, naturalmente curiosos a experimentação, usar o estimulante, sem ter uma noção precisa das consequências do uso.

Em consequência disso, os neurônios dos indivíduos que utilizam o crack vão sendo danificados e, concomitantemente a memória e o autocontrole são prejudicados. Dificultando, dessa maneira, as relações sociais dos usuários, já que por estarem desestabilizados mentalmente, essas pessoas não têm discernimento de como interagir com os outros humanos, o que potencializa o processo de exclusão sofrido por esses cidadãos. Além disso, em razão de o entorpecente ser barato e de os seus efeitos serem rápidos, muitos utentes o usam várias vezes em curtos períodos de tempo, tornando-se, assim, dependentes químicos. Destarte, a difusão do crack, além de ocasionar, por exemplo, distúrbio mental e infarto (em virtude do aumento dos batimentos cardíacos), auxiliou o Brasil a atingir o posto de maior consumidor mundial desse estimulante, como aponta a reportagem do portal de notícias ‘G1’.

Portanto, visando suprimir a epidemia de crack no Brasil, cabe à polícia federal, com ajuda financeira do Estado, liquidar o narcotráfico no país, por meio de ações de investigação dos traficantes, especialmente, dos que lideram as possíveis quadrilhas. Para mais, a oferta de anúncios pelo Ministério da Saúde, nos meios midiáticos, acerca dos malefícios do uso das drogas se faz uma ação necessária.