Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 23/10/2019
O problema em relação ao vício em drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, não é algo recente, e nem restrito a um só país ou classe social, como pode ser visto no documentário “Take your pills”. Deste modo, pode se lembrar da “Revolta da chibata”, que teve como uma das causas a indignação de marinheiros brasileiros, que ingeriam muito álcool, para com a repressão violenta que sofriam. Atualmente, no Brasil, a epidemia de crack preocupa muito, e isso tem suas raízes fixadas na ausência de informação, e na fiscalização falha por muitas vezes.
Adjunto disso, tem se um conceito filosófico chamado “determinismo”, que explica nossas ações como consequências do meio externo. Assim, pode se entender que um povo que não fala sobre um tema tão importante, logo tende a encarar o assunto como algo desimportante, perpetuando ações erradas. Além disso, segundo uma pesquisa da Universidade federal de São Paulo, a mortalidade associada ao crack é de 30%, o que reforça o quão necessário é informar sobre o assunto.
Outrossim, também é válido salientar, que a falta de uma fiscalização eficiente, também resulta na continuação do problema. Um exemplo disso, é a obra ficcional de Walcyr Carrasco, intitulada “Vida de droga”, na qual a protagonista Dora consegue ter livre acesso ao mundo das drogas, o que culmina nela fazendo parte dele. Fora da ficção, isso não tem sido muito diferente, o que tem resultado na perda de diversas vidas brasileiras.
Em suma, para sanar o problema é preciso retirar as raízes danosas que o perpetuam. Nesse sentido, cabe ao Ministério da educação, junto com a Secretária especial da comunicação social, promover campanhas informativas acerca dos males do crack, em escolas infanto juvenis, por meio de verbas governamentais, com o intuito de evitar a aparição disso no futuro. Além de uma intensificação nas fiscalizações dessa droga, por meio de mais vigilância, do Ministério da Justiça, para vetar a maior parte das formas de propagação deste. Ademais, a mudança deve começar em nós mesmos, afinal como dizia Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.