Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 28/07/2020

O  Programa Educacional de Resistência às Drogas estabelece entre a polícia, família e escola a responsabilidade de conscientizar os jovens sobre o uso de drogas. Todavia, a realidade social contrapõe com o objetivo do programa, pois, o uso de drogas se tornou um problema de saúde pública e desigualdade social. Em consequência ocorre o aumento de usuários.

Em primeiro lugar, pode-se observar a tentativa de acolhimento de centros de atendimentos para usuários em hospitais e  Centros de Atenção Psicossocial. Contudo, os profissionais e os usuários de drogas encontram dificuldades para o funcinamento dos atendimentos  devido as recaídas sofridas pelo pacientes fazendo com que todo o processo se inicie novamente. Outro problema é a ausência do Estado na melhoria de infraestrutura, profissionais capacitados e repasses de verbas para amparar tanto o profissional quanto o dependente.

Outrossim, refere-se a desigualdade social  que os dependentes sofrem, pois são vistos como marginas, mas na verdade, são vítimas de abandono familiar, quadros de depressão e ansiedade além de serem levados pelas condições de pobreza e pouca escolaridade sofridas por pertencerem a zonas de periferia. A cracolância é o retrato dessa realidade brasileira de omissão do Estado, pode ser citado como exemplo, a pandemia do Corona Vírus em que a rotina e os cuidados com os dependentes não mudaram em nada. Consequentemente fazendo com que o vírus e outras patologias sejam fatais para os dependentes.

Em resumo, se faz necessário a intervenção do Estado em benefício dos dependentes químicos, com a ampliação de mecanismos como a inclusão de usuários em clínicas com interações sociais dinâmicas e melhores condições para profissionais da saúde, por meio de melhoria de infraestrutura e repassem para o melhor atendimento e satisfação a todos. Ademais, cabe ao Estado a criação de leis e Ongs que acolham o dependente e a família para a superação de seu vício.