Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Em alguns locais do centro histórico de São Paulo ficam os maiores focos da epidemia de crack no Brasil. A denominada Cracolândia é uma área que chega a níveis desumanos de convívio e a dominação por usuários e traficantes que a comercializam. Nesse contexto, é importante salientar que não é apenas a cidade paulista que é afetada pelo crack, mas sim, todo o Brasil. Dessa forma, é fato que a proliferação dessa droga é um sério problema que precisa ser solucionado no país. Assim, infere-se que suas causas envolvem os escassos projetos sociais que deveriam abranger tanto a prevenção do uso da substância quanto o tratamento de dependentes que necessitam de auxílio estatal.
Em primeiro plano, a carência de programas preventivos ao uso do crack faz com que muitos cidadãos fiquem as margens dessa droga em fator do desconhecimento das severas consequências que prejudicam o próprio indivíduo e a sociedade. Nesse aspecto, a prevenção é o caminho mais efetivo para a diminuição de usuários, em virtude de que o retorno do cenário das drogas é extremamente complicado na medida que o crack é altamente viciante. Dessa maneira, os recursos preventivos disponibilizados pelo Governo como campanhas conscientizadoras e palestras em colégios devem ser prioridades para o combate ao crack e, também, às outras drogas que compõem as portas de entradas para as substâncias mais pesadas e danosas para a saúde.
Em segundo plano, vale ressaltar que a ineficácia de campanhas governamentais para o tratamento de dependentes químicos do crack piora a situação cada vez mais e impossibilita, infelizmente, o retorno dessas pessoas à sociedade. Nesse sentido, as anteriores propostas do Estado em centralizar equipamentos sociais para os usuários não demonstraram eficiência. Em prova disso, o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas demonstrou que 350.000 brasileiros usam o crack frequentemente só no estado de São Paulo. Nessa perspectiva, a situação atual se mostra totalmente precarizada e prejudicada pela permanência da epidemia do crack no país. Desse modo, fica claro que as campanhas devem ser intencionadas na retirada dos dependentes às drogas e ao tratamento psicológico.
Portanto, é evidente que o quadro atual precisa ser solucionado. Para que se previna o uso do crack e que os usuários retornem à sociedade, cabe ao Governo Federal promover, por meio de ampliações de verbas e investimentos, um plano de programas sociais que visem a conscientização desde cedo aos jovens e a melhora dos equipamentos sociais para que os usuários sejam ajudados corretamente. Tal plano também contará com acompanhamento psico-social e tratamento objetivando a saída dessas pessoas à dependência química. Somente assim, uma boa prevenção e um bom auxílio serão efetuados e que, desse modo, a Cracolândia possa ser algo apenas do passado no país.