Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 26/11/2020

Nos povos antigos substâncias psicoativas eram consideradas “plantas divinas” e eram culturalmente aceitas. Contudo, com o decorrer do tempo seu uso e significado foram alterados drasticamente, assim como seu impacto na sociedade. Desse modo, substâncias como o crack foram projetadas para dependência, com danos extremos aos usuários e para a dinâmica social.

Em primeiro ponto, o crack é uma droga derivada da cocaína, barata e de ação rápida e potente. De acordo com a fisiologia humana, sua ação no organismo baseia-se em sua rápida absorção e chegada ao cérebro, potencializando emoções de euforia e relaxamento nos estágios iniciais. De tal modo, os aparentes benefícios produzidos se tornam empecilhos para o manejo desse usuário para devido tratamento, tornando-os reféns de doses maiores para manutenção dos estágios iniciais da droga.

Em segundo ponto, a falta de preparo dos profissionais e dos projetos envolvidos na luta contra o crack é notório. É fato que algumas das medidas governamentais como a Lei Antidrogas de 2006 e o programa “Crack, é possível vencer”, encontram dificuldades em sua atuação por não levar em conta as diversas realidades e vertentes dos usuários e do tráfico no território nacional como um todo. Assim, a carência na articulação de informações nas diversas bases de dados nacionais deve ser contornada para direcionamento das ações.

Dessarte, para reduzir os danos causados pelo crack ao usuário e a sociedade, é necessário que o Governo Federal em parceria com os Estados e Municípios, crie uma base de dados nacional que integre as quantidades, perfis e familiares dos usuários de cada região, com intuito de oferecer suporte e informações atualizadas às leis e programas vigentes, garantindo o manejo para internações e ações sociais de forma mais humana e direcionada.