Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 20/12/2020
Agentes a caminho
O aumento no número de usuários de crack no Brasil é extremamente preocupante e deve ser combatido. Ao procurar os caminhos para o combate dessa situação, não se pode perder de vista duas perspectivas, quais sejam: a associação do consumo dessa droga a outras drogas, principalmente as lícitas, bem como, o forte componete social intrínseco ao uso do crack.
Um olhar mais aprofundado sobre o consumo de drogas mais pesadas mostra que, em boa parte das vezes, ele vem associado ao uso inicial de drogas lícitas, e socialmente aceitas, como álcool. A ABP (Associação Brasileitra de Psiquiatria) recomenda às famílias não incentivarem o uso de álcool na adolescência por aumentar o risco de dependência e de contato com outras drogas. O contato precoce com substâncias licítas aliado à pemissividade social e ao fácil acesso a essas drogas pode explicar o avanço do crack nas classes mais abstadas, já que, o uso abusivo de drogas lícitas desemboca no uso de drogas mais nocivas.
Contudo, sem perder de perspectiva a disseminação do crack por todas as camadas sociais, é notório que as classes menos favorecidas são as mais atingidas. O sociólogo Jesse Souza defende, na pesquisa “Crack e exclusão social”, que o uso de crack é consequência de uma condição social vulnerável e não o contrário. Fatores como baixa renda, falta de perspectiva de trabalho, condição familiar precária, dentre outros, são agravantes para o consumo da droga.
Por conseguinte, os caminhos para o combater o forte avanço do crack no Brasil passam por mitigar os fatores sociais que promovem seu uso, assim como, rechaçar a permissividade sobre drogas lícitas, facilitadoras ao uso dessa substância. Uma ação, que proprocionaria resistência ao avanço do uso da droga, seria permitir que os agentes comunitários de saúde do sistema único de saúde (SUS), portanto seria uma ação vinda do Ministério da Saúde e teria abrangência nacional e universal, investigassem possíveis grupos vulneráveis. Por meio de questionários de investigação social às famílias assitidas, permitiria a identificação dos reais beneficiários do programa - pessoas ou famílias em condições de vulnerabilidade, independente do nível social, notadamente cidadãos em condições socias precárias, como também usuários abusivos de outras substâncias entorpecentes - proporcionando uma ação precoce quanto a orientação e ao ratamento quando necessário.