Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Na contemporaneidade, a sociedade brasileira tem passado por situações desafiadoras que levantam diversos questionamentos, como a forma de lidar com a epidemia de crack no país. Por um lado, há os que buscam lidar com a situação com mais repressão e violência, indo na contramão das boas práticas executadas em países desenvolvidos. Por outro lado, há os que buscam alternativas para resolver essa problemática, como mostrar o vício como uma doença e não como um ato criminoso a ser penalizado. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de trazer a sociedade para o debate, propondo caminhos efetivos para solucionar o problema do crack no Brasil.

Em primeira análise, vale ressaltar que o problema com as drogas é universal, em que diversos países como EUA, México e alguns outros europeus buscam lidar diariamente. No entanto, alguns lidam melhor com essa temática, como a Alemanha quando acabou com a sua “Cracolândia” em Frankfurt entre a década de 90 e os anos 2000. Posto isso, o Brasil deve se espelhar em políticas públicas, com suas devidas adaptações a realidade brasileira, que deram certo em outras nações, por exemplo: tratar o vício como uma doença e não como um crime, tratar o usuário e combater o tráfico, criar centros de uso controlado do crack com material esterelizado a fim de evitar contaminações de outras doenças por uso compartilhado de seringas e com a presença de um profissional da saúde de modo a evitar mortes por overdose e que venham a apresentar tratamentos alternativos aos usuários. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa realidade catastrófica que o Brasil se encontra.

Outrossim, uma matéria veiculada no portal de notícias “Estadão” mostra que a epidemia do crack já atinge não apenas as grandes cidades e capitais, mas também as médias e pequenas cidades e de todas as classes sociais. Assim, nota-se o quão importante e urgente é uma ação por parte do poder público para se resolver essa questão, pois os locais onde há a grande concentração de usuários e, consequentemente, de tráfico há um aumento da marginalidade e da violência, afetando, assim, o cidadão local e, também, criando uma problemática de segurança pública.

Com isso, observa-se que uma ação governamental faz-se necessária aliada a uma ação informativa. Portanto, cabe ao governo lidar com a questão do crack como um problema social e de saúde pública de modo a fornecer, em parceria com outras instituições não governamentais de combate as drogas, tratamento para os usuários com o objetivo de inclusão social no futuro e não apenas excluindo-os e afastando-os da sociedade. Além disso, cabe as escolas agirem desde a educação infantil com campanhas educativas e informativas para prevenir as futuras gerações de entrarem em contato com essa e outras drogas. Dessa forma, só assim o Brasil estará livre dessas substâncias.