Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 20/12/2020

Nos últimos anos, o crescimento acima do esperado e não delimitado a uma região do número de usuários de crack no Brasil tem sido motivo de preocupação. Certamente, o combate a epidemia de crack brasileira é um desafio urgente a ser enfrentado por meio de estratégias efetivas tanto de  saúde pública como educacionais.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conta com cerca de 370 mil usuários regulares da droga. Como também, a Universidade Federal de São Paulo aponta o Brasil como o maior consumidor de crack do mundo. Por consequência, é notável que em conjunto com o vício outros problemas sociais são ocasionados, como o aumento da criminalidade, prática de prostituição, disseminação de doenças, abortos clandestinos dentre outros.

Note-se que, o país ainda é carente estruturalmente para assistir e atender a grande demanda de atendimentos clínicos. Isto é, milhares de pessoas são reféns de si mesmas sem nenhuma assistência psicológica, médica ou social, principalmente nas cidades do interior do país. Dessa forma, sem ter outra alternativa os familiares são obrigados a socilitarem internações involuntárias para tentar conter os viciados.

Constata-se que, programas educacionais atuais de prevenção, apesar de importantes não são suficientes para atender toda a população. Nessa perspectiva, é necessário  citar o  PROERD das Polícias Militares em todo o país  que trazem grande contribuição para a prevenção. Portanto, para que a problemática seja atenuada é necessário que o Poder Executivo reorganize estratégias de saúde pública por meio do Ministério da Saúde em  caráter emergencial, como a contratação de profissionais capacitados, criação de espaços especializados para tratamento com o objetivo de melhoramento da situação. Dessa forma, a iniciativa privada deve criar parcerias com os poderes executivos afim de financiar campanhas educativas e projetos de conscientização que possibilitem mensagens reflexivas e de prevenção as drogas.