Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 21/12/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências Naturais, no que concerne a epidemia do crack no Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação caótica, que possui como causas: a insuficiência da legislação, bem como questões políticas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a carência de leis que respaldem os não usuários de crack, do uso das drogas. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. Contudo, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à questão para se combater o crack, uma vez que o problema continua atuando fortemente na contemporaneidade. Assim, com uma lei enfraquecida, cada vez mais jovens, adultos e até crianças entram na vida dos vícios trazendo consequências arrasadoras para suas vidas.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de políticas públicas que auxiliem os dependentes dessa droga a sairem dessa conjuntura. Conforme Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a harmonia entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a epidemia do crack não encontra respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta o desenlace do problema.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com as lideranças de bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com descrição e relatos de pessoas e famílias que tem de lidar com algum dependente químico, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos.