Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 21/12/2020
Segundo dados da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a população brasileira é a maior consumidora de crack no mundo, e o país
lidera este consumo principalmente devido á dois fatores: as pessoas querem fugir dos problemas que enfrentam, encontrando refúgio nas drogas e o Governo não possui um bom plano ou estratégia para lidar com os dependentes químicos.
É necessário citar que, vivemos em um país de extrema desigualdade social, onde os índices de desemprego estão em cerca de 14%, segundo dados do IBGE, muitas pessoas em momentos de desespero se envolvem no mundo das drogas, o paciente Aderval, que está internado em um hospital de dependentes, é um exemplo, como mostra a matéria Cracolândia, veiculada no jornal Estadão, ele diz que usa drogas para esquecer dos problemas, pois o crack proporciona felicidade e conforto, mas quando o efeito passa, é possível ver que foi somente uma ilusão.
É necessário pontuar que, no ano de 2017, cerca de 900 policiais invadiram e dispersaram as pessoas da Cracolância (SP), e nada adiantou só migraram para outros pontos e formaram uma nova Cracolândia, dobrando o número de usuários. Dessa forma, mostrando a inexperiência do Governo em lidar com essa epidemia. É importante expor que, quando um usuário é parado pela polícia, ele é liberdo, não existe um protocolo para esse tipo de situação.
Com todo o exposto, é importante deixar evidente que o Governo possui um papel fundamental no combate á epidemia de crack, é necessario que haja a criação de políticas públicas em conjunto com o Ministério da saúde, nas quais a internação gratuita seja oferecida aos dependentes químicos e, que em todas as abordagens policiais as pessoas sejam dirigidas a um hospital e possam conversar com psicólogos. Além disso, é necessário que haja debates públicos sobre o tema dos entorpecentes, e o Ministério da Educação trabalhe com as escolas, para ensinar as crianças sobre como as drogas são prejudiciais.