Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 20/12/2020

24 horas sem “crack”

O aumento do número de usuários de “crack” no Brasil nasceu do descaso social. Um Estado repressor e sem metodologia de contenção acabou por afugentar a população, preterindo a repressão aos cuidados médicos, maior contigente de mortos a pacientes, superlotação de presídios à clínicas de reabilitação. Assim, negligenciando a sociedade nos âmbitos da segurança pública e da saúde.

O tráfico ilícito e uso de “crack” no Brasil é um dos pilares da criminalidade em todo país. Segundo o psiquiatra Félix Kessler, que realiza pesquisas sobre o consumo de crack no Rio Grande do Sul: “Os pacientes se tornam mais agressivos e, no desespero do uso da droga, (…) meninos indo para criminalidade e meninas se prostituindo em troca da pedra”. Isso se dá devido a falta de políticas publicas efetivas de controle do círculo da droga nas ruas, facilitando o tráfico e indumentando os usuários.

Outrossim, vale ressaltar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate a epidemia de “crack”. Mas, ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimasse em 2011 que até 3% da população brasileira fosse usuária, e o Ministério da Saúde tenha estabeleecido que “a internação deve ser de curta duração", os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) auxiliam avidamente, como na rede do município de São Paulo que conta atualmente com 95 CAPS, sendo 31 deles Álcool e Drogas, dando apoio psicológico e moderando a reintegração social e familiar.

Diante disso, cabe ao Estado sanar a problemática da epidemia de “crack” no Brasil através da implementação de um projeto “Só mais 24 horas”, uma parceria do Ministério da Saúde com organizações não governamentais, como o “Movimento Mundo Sem Drogas”, unindo viciados, familiares e profissionais da saúde, com o intuito de criar um campo seguro para a desintoxicação e o restabelecimento seguro do paciente fora do universo ilícito. Dessa forma, pode-se garantir os plenos direitos de segurança e saúde pública à população.