Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 25/03/2021

A Declaração universal dos Direitos Humanos confere que, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Desde 1990, período de ingresso do crack no Brasil, muitas pessoas encontram-se isoladas da sociedade, devido a perda da capacidade de se relacionarem. Além disso, também é perceptível o descaso dos orgãos públicos com os usuários desta droga destrutiva.

Segundo, a Unidade de Pesquisa em álcool e drogas (UNIAD), 53% dos visitantes da Cracolândia, conhecido como maior ponto de usuários de crack em São Paulo, já passaram por alguma forma de tratamento para dependência química. Evidentemente, existe um padrão de ineficiência na intervenção do vício dessas pessoas, no qual em diversos casos não são vistas como seres que necessitam de cuidados, e sim que merecem ser repreendidas, como acontece nas intervenções compulsórias e violência física. Nesse sentido, é importante que, os usuários sejam vistos como doentes, por não conseguirem abandonar a droga e estarem em um estágio no qual sentem-se dependentes para sobreviverem e passarem seus dias, portanto não deve ser combatido com punição.

Visto que, o crack ataca o sistema nervoso central, ao passo que o dependente químico o consome mais de sua capacidade cognitiva é perdida, ocorre a perda de consciência autocrítica, julgamento e tomada de decisão. Outrossim, é a droga mais associada ao suicídio, infecções sexualmente transmissíveis, perda de higiene e doenças clínicas generalizadas, como a Hepatite A e B.

Dessa forma, é necessário que o Ministéro da Saúde invista em uma ação de combate a longo prazo, que vise no tratamento humanizado com uma frente ccomposta de psicólogos, psiquiatras e profissionais da saúde. Também, o Ministério da Saúde deve intensificar a propagação da discussão sobre o crack e seus malefícios, em uma ação conjunta com o Ministério da Educação para que esse debate seja difundido nas escolas.