Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 25/03/2021

Desde os anos de 1990, o número de usuários de crack no Brasil vem crescendo abundantemente, com isso passou-se a viver uma epidemia. O número de consumidores dessa droga é de 2,8 milhões, tornando o segundo país que mais consome esse tipo de substância segundo a Organização Mundial da Saúde. Por ser uma droga de baixo custo de produção e por ter um rápido efeito, faz-se que, se torne acessível e estimulante para grande parte da população. No entanto, o crack, tem um alto poder viciante, o que traz vários riscos à saúde e também mudanças comportamentais, que transformam o usuário em um indivíduo mas ansioso e agressivo.

Os impactos do crack no organismo, são devastadores, devido a capacidade com que seus componentes, chegam ao pulmão e ao cérebro. Os intensos efeitos estimulantes, que essa droga produz faz com que os usuários percam a função cardíaca, levando a problemas como o infarto ou arritmia, pelo fato do pulmão aumentar a sua frequência cardíaca e a contração das artérias (impedindo a passagem do ar) demandando mais oxigênio para o coração, além disso, afeta os neurônios de forma irreversível, por acontecer uma alteração na rede cerebral que muda a forma como o cérebro responde.

Também é relevante abordar que com o passar do tempo, o organismo vai ficando tolerante à substância, fazendo com que seja necessário o uso de quantidades maiores da droga, para se obter maiores efeitos, o uso contínuo de grandes quantidades de crack leva o usuário a tornar-se extremamente agressivo, irritado, impulsivo e têm variações de humor. Apesar dos efeitos de curto prazo que podem durar de horas a poucos dias(euforia, sensação de poder e aumento da autoestima) o viciado acredita que o prazer provocado pela droga compensa tudo isso e que, é a solução para os seus problemas.

Portanto, para conter a epidemia de crack no Brasil, é necessário impedir a produção e a distribuição dessa droga, para isso o Ministério da Justiça e da Segurança Pública juntamente com a Policia Militar deve realizar operações para encerrar a fabricação desse. O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), também pode contribuir transmitindo boas práticas dos três níveis de governo sobre drogas, aprovando, reformulando e acompanhando o Plano Nacional de Políticas sobre Drogas e definir sobre iniciativas do governo federal para cumprir os objetivos da Política Nacional sobre Drogas (PNAD). Outra medida que pode ser incluída é a participação familiar, participação em grupos de apoio e tratamento dos dependentes em regime de internação hospitalar ou comunidades terapêuticas.