Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 25/03/2021
O Brasil se encontra numa epidemia, provocada por uma substância que assola o país há mais de 30 anos, o crack. Atualmente o país possui cerca de 1,2 milhões de pessoas que dizem já ter consumido a droga. Tendo seu começo no país nos anos 90, o número de casos em relação a dependência da substância tem crescido arduamente. Nota-se, como fator agravante em relação a epidemia do crack no Brasil, a falta de atenção governamental em relação ao auxílio dos dependentes químicos. Também é importante destacar os falhos meios, utilizados pelo governo, com intuito de combater diretamente o tráfico de entorpecentes.
Primeiramente, é importante destacar a negligência do governo em relação ao auxílio dos dependentes químicos. A falta de meios de reabilitação para os usuários de crack acaba sendo um empecilho na recuperação dos enfermos. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), ‘‘a falta de padrão no atendimento facilita as recaídas e colabora para que um terço dos consumidores morra em decorrência do vício’’. No caso da população pobre é ainda mais difícil, devido a falta de locais de atendimento em periferias e bairros de classe baixa, locais com maior taxa de usuários.
Segundamente, um dos agravantes da epidemia do crack são as más formas escolhidas pelo governo, com o intuito de combater a droga. Em maio de 2017 o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria, autorizou uma ofensiva contra a região conhecida como ‘‘cracolândia’’, no centro da cidade, com o objetivo de demolir alguns edifícios dominados pelo tráfico. Porém a ação se mostrou falha pois os usuários apenas se locomoveram 400 metros. “Eles não têm conhecimento da causa e querem resolver a questão visual. A cracolândia é formada por pessoas doentes que precisam de ajuda’’, afirma João Carlos Batista, padre que frequenta o local.
Contudo é evidente que a epidemia do crack é um grande problema de âmbito nacional, que tem se agravado devido a negligência a as más ações do governo em relação aos usuários. Logo com intuito de dar fim a essa epidemia, o Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas devem estabelecer, a partir das mídias sociais e veículos de comunicação (televisão e rádio), propagandas e até programas motivadores, com intuito de incentivar os usuários a procurar os locais de apoio a dependentes químicos. Esses órgãos também devem estabelecer nos municípios do interior dois pontos de apoio de usuários de drogas, com psiquiatras e psicólogos de prontidão. Um perto da prefeitura e o outro em uma ala do hospital municipal da cidade, com intuito de facilitar o acesso dos necessitados.