Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 23/03/2021
Em meados da década de 1970, surgiu nos Estados Unidos o crack, uma droga derivada da cocaína, que se popularizou e chegou ao Brasil em torno de 1980. Nesse sentido , o despontar desse novo entorpecente é um grave problema social, visto que, trás enormes malefícios para seus usuários. Por isso, é de extrema importância encontrar caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil. Contudo, o barateamento da substância e a banalização do problema social são fatores que acarretam na continuidade desse cenário no país.
Em primeira análise, é pertinente ressaltar que o baixo valor do narcótico, contribui para a persistência do panorama. Nesse sentido, o professor e psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira ao ser indagado sobre a escolha do crack e não outra droga, principalmente pela população miserável, ele afirma que esses só possuem condições para comprar a substância em questão. Visto isso, o ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro fez a seguinte análise “o crack, hoje, certamente dá lucro para o tráfico. Entendo que é uma questão de mercado, uma estratégia. A cocaína, por exemplo, dá mais lucro, mas é mais cara para ser produzida. O preço do crack é mais baixo, mas é mais barato fazer, também”. Logo, fica visível que esse razoável custo do entorpecente o torna acessível às camadas sociais e aumenta, dessa forma, o seu consumo.
Outrossim, a mediocrização da problemática, no que tange a insuficiente importância dada ao assunto abordado, agravam ainda mais a questão. Nessa perspectiva, segundo o site R7, a epidemia de crack atinge dois milhões de pessoas no Brasil, refletindo, desse modo, a proporção colossal de viciados ainda existente no país. Além disso, segundo o site G1, a média de frequentadores da Cracolândia (população em situação de rua composta por sua maioria de dependentes químicos e traficantes) já alcança a média de 1680 indivíduos. Visto isso, baseado nos dados, percebe-se que ainda é escassa a preocupação com o quadro exposto.
Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para atenuar a pauta. Sendo assim, propõe-se que seja feita a maior fiscalização, pela Polícia Civil, em áreas de mais ocorrência da situação, afim de impedir o tráfico de drogas. Além do mais, programas gratuitos de resgate dos usuários e conscientização da população, elaborados pelo Ministério da Saúde e Governo Federal, que visem oferecer o tratamento eficiente e a inserção do paciente tratado novamente na sociedade, para que assim o combate a epidemia de crack seja feita de modo eficaz e frutífero.