Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 25/03/2021

Com apenas 30 anos de história, o crack já prejudicou muitos brasileiros. A epidemia dessa droga no Brasil, surgiu em 1990 e atualmente conta com mais de 300 mil usuários regulares, apenas nas capitais. Também, um em cada três usuários de drogas ilícitas faz uso desse narcótico. Para um combate adequado a essa epidemia, deve ser levado em conta os seguintes fatores: o que leva o indivíduo a consumir esse entorpecente e como a reabilitação e os usuários são vistos socialmente.

O crack apareceu no Brasil na década de 1990. Quando uma droga é utilizada, ocorre um aumento da liberação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, gerando sensações de poder, euforia, prazer, bem-estar. Essa droga, destaca-se porque ela é mais barata que outros semelhantes, os efeitos dela atingem o usuário em no máximo 10 segundos, e essas sensações afetam o consumidor até 10 minutos. Dessa forma, esse entorpecente é usado muitas vezes em um curto período de tempo, consequentemente, leva a uma dependência. Apesar do toxico ter começado apenas atingindo a população mais periférica, ela atualmente atinge todas as faixas socioeconômicas.

Já foram feitos projetos para o combate desse entorpecente, como o projeto “De Braços Abertos” em São Paulo, e o programa “Crack, é possível vencer”, coordenado pelo Ministério da Justiça. Eles têm como objetivos a prevenção, o cuidado e a reentrada social. Porém grande parte da sociedade, por preconceitos, afirma que esses projetos favorecem a compra e faz crescer o uso dessa droga. Dessa forma, com um estigma preconceituoso, torna-se muito mais difícil o indivíduo se reestabelecer socialmente. Contudo, a Carta Capital fez uma pesquisa, com os usuários participantes dos programas, em que, afirma uma diminuição no consumo em mais da metade, cerda de 60%.

É conclusivo, para o combate a epidemia de crack no Brasil. É necessária uma disseminação de informação do Ministério da Saúde, por meios digitais, rádios, campanhas conscientizadoras e informativas em escolas, centros urbanos e rurais. Ademais, deve-se o Ministério da Justiça abrir clinicas preventivas e mais projetos, semelhantes ao de São Paulo, sejam espalhados pelo o território brasileiro. Também, é necessária uma melhora no sistema de tratamento aos viciados.