Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 25/03/2021
O Brasil é atualmente o país com o maior índicie de consumo de crack no mundo, conforme levantou a pesquisa do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas). É uma substância de potencial estimulante e é relativamente barata, sendo utilizada em maior parte por usuário de baixas condições econômicas que buscam fugir da realidade mesmo estando presente em todas as classes, 80% dos índivíduos são negros, não possuem o ensino médio completo e são desempregados. As causas dessa problemática são diversas, e alguns dos motivos que dificultam o combate à essa epidemia são o baixo investimento na recuperação dos dependentes e no combate à produção e distribuição, e os fatores que levam o indivíduo a consumir o crack.
Atualmente existem projetos para tratar dos dependentes, porém não são aplicados em todas as áreas necessárias e nem recebem a devida estrutura com tratamento adequado e individualizado em decorrência do descaso, levando em consideração a marginalização dos indivíduos afetados, que colabora para um sentimento de irrelevância para o coletivo. E em virtude desse pensamento esse problema é visto como responsabilidade da polícia, e não de saúde pública. Levando em conta o tráfico do crack, sua produção acontece em laboratórios e é associado à violência com o armamento de traficantes e formação de facções, que ocorre pela falta de fiscalizações rígidas e maior intervenção policial desde o início das ocorrências.
Outrossim, os fatores que levam o indivíduo a iniciar o consumo dessa droga envolvem a falta de informação dos riscos do uso, a baixa qualidade da relação familiar, e a necessidade da fuga da realidade. Agindo no sistema nervoso central, ele libera uma carga de dopamina, hormônio do prazer, no cérebro, em poucos segundos após a ingestão da droga. Isso faz com que a dependência venha a ocorrer em média um mês após o primeiro contato, e o abandono do vício é agravado pelo acesso facil à droga.
Torna-se evidente, portanto, que o problema do consumo de crack no Brasil é grave e exige intervenções como o incentivo do estado com recursos para a abertura de programas que levem aos dependentes químicos a opotunidade de mudarem de vida, ampliando o número de casas de recuperação, manter abrigos de jovens implementando programas que colaborem na conscientização dos mesmos e campanhas nas mídias e nas escolas sobre as consequências devastadoras do vício. Além de intensificar o patrulhamento da polícia nas regiões de fronteira e em áreas periféricas, para que assim seja possível combater essa epidemia com o tempo.