Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 23/03/2021
A política de redução de danos apresenta medidas que prioriza a abordagem do problema das drogas mais como uma questão de saúde pública do que de segurança. Dentro dessa ótica o uso de drogas como o crack é visto como um sintoma da exclusão social, onde pessoas vulneráveis social e financeiramente passam a usar crack por causa de seu preço acessível, como se trata de uma droga de alto e rápido poder de depedência, ela acaba por agravar dramaticamente a situação.
Quando ao primeiro ponto, é importante destacar as consequências do crack para o corpo humano devido à velocidade e potência com que seus componentes chegam ao pulmão e ao cérebro, sendo hipertensão, problemas vasculares e cardíacos alguns dos efeitos de seu consumo. Sobre essa questão, sabe-se que o crack demora cerca de noventa dias para sair do organismo, e que a maioria dos viciados tiveram o primeiro contato com a droga no ambiente social, fato que demostra a facilidade de acesso dessa droga.
Em relação ao segundo ponto, é importante perceber o crack como um dos responsáveis por aumentar a violência nas cidades brasileiras. Isso porque, as drogas relacionam-se a crimes como roubo, furto, homicídios, ameaça e lesão corporal intensificados pelo tráfico de narcóticos. Segundo o G1, 90% das vítimas de assassinato nos centros urbanos possuem antecedentes ligados a entorpecentes. A título de exemplo está o filme ‘‘Diário de um adolescente’’, protagonizado por Leonardo Dicaprio, sobre um jovem, que furtou, prostituiu-se e vendeu drogas para alimentar seu vício.
Para atenuar essa situação, é preciso que a Polícia Federal, órgão responsável pelo combate de drogas, lance um pacto nacional pela erradiaçào no crack no Brasil, instituindo ações como banir as organizações que controlam o tráfico e começar a dificultar a compra da droga. Isso pode ser feito a partir de um acordo da Polícia Federal e os governos dos outros estados, pra promover melhora na saúde, na segurança e na economia.