Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Na década de 1990 a droga advinda da cocaína (crack) chegou às terras brasileiras e se popularizou nas ruas. De acordo com a revista The Economist, o Brasil é o país com maior número de usuários de crack. Tal afirmação demonstra a persistência do uso dessa droga, fazendo com que seja necessário a busca por caminhos para o combate da epidemia do crack no Brasil. Porém, para que seja possível a formulação de caminhos, deve-se atentar aos principais motivos da conservação dessa problemática, que são: a vulnerabilidade social e a falta de infraestrutura para tratamento. Desse modo, torna-se notável que a vulnerabilidade social dificulta enfrentamento do flagelo do crack no Brasil. Tendo em vista que, de acordo ao levantamento feito em 2012 pela FIOCRUZ, cerca de 370 mil brasileiros usavam crack regularmente, e dentre esses usuários foi perceptível que o perfil da grande maioria dos viciados é de alguém que vive forte exclusão social, possui baixa escolaridade e dificuldade de inserção no mercado de trabalho, ou seja, indivíduos em situação de fragilidade social.
Além disso, é perceptível que a falta de infraestrutura para tratamento do usuário sustenta a conservação do uso do crack na sociedade brasileira. Isso ocorre em razão de que, usuário viciado em crack é um dependente químico. A dependência química, assim como as demais doenças, precisa de tratamento, porém, de acordo ao documentário “A epidemia do crack”, o sistema de saúde público brasileiro não possuí leitos o suficiente para internação e tratamento de dependentes químicos, dificultando o combate a epidemia do entorpecente em questão.
Portanto, os caminhos para o combate efetivo do flagelo do crack no Brasil, são: criação por parte do Ministério da Cidadania de uma Comissão de Combate ao Crack, composta por psicólogos, psiquiatras e profissionais da saúde com o intuito de buscar um tratamento humanizado para os usuários de drogas. Além da ampliação dos leitos direcionados ao tratamento dos dependentes químicos, realizada pelo Ministério da Saúde, para que haja a possibilidade de atendimento para aqueles que precisem.