Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 25/03/2021

Pelas últimas décadas, perdura uma questão de saúde pública que aterroriza muitas pessoas, principalmente as que possuem filhos. O consumo e consequente vício em crack, uma droga ilícita variante da cocaína, prova-se extremamente destrutivo para quem o utiliza, devido aos incontáveis danos físicos, sociais e morais sofridos pelos dependentes deste material. Sendo assim, se faz necessário um maior reconhecimento do problema no Brasil, uma vez que existem poucas soluções e muitos julgamentos direcionados aos usuários da droga no país.

Existem várias causas que levam os brasileiros a se inserirem no mundo do crack. No caso dos jovens, que, vivendo em condições de pobreza nas favelas, lugares onde o consumo de drogas é frequente, são influenciados pelo ambiente. Não raro, a persuasão dos amigos usuários se sobrepõe à orientação e alerta dos pais, o que acaba por gerar novos dependentes químicos pelo fator curiosidade. Para sustentar o vício, muitas pessoas acabam cometendo crimes ou se degradando aos poucos com atividades perigosas, tais como prostituição, roubo ou invasão de domicílio, o que confere aos dependentes químicos em geral uma imagem pouco respeitada e até repudiada. Recebendo uma imensa reprovação social pela sua condição, essas vítimas encontram ainda mais dificuldade de se realocarem na sociedade.

Outro fator que insere pessoas de todas as idades nesse meio, é o tráfico de drogas, especialmente o crack, que, por ser uma variante mais barata e acessível da cocaína, é muito consumido no país. Segundo a pesquisa mais recente do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizada em 2012, o Brasil representa 20% do consumo mundial desta droga em específico, e é o seu maior mercado no mundo, aproximadamente dois milhões de brasileiros já a utilizaram. Isso mostra que existe um grande interesse econômico por parte dos traficantes em manter clientes dependentes, em função de movimentar o dinheiro.

Com o objetivo de diminuir as proporções deste problema, se torna viável a criação de mais programas escolares que eduquem os jovens a não se envolverem com atividades de risco, como o Proerd, em uma cooperação entre o Ministério da Educação e a Polícia Militar. Por meio de ações do Ministério da Saúde, mais centros de reabilitação devem ser construídos e divulgados, a fim de tratar os afetados pelo vício de forma eficiente e possibilitar um melhor futuro para estas pessoas, com menos desaprovação social, o que não soluciona o problema, e uma maior quantidade de métodos para resolvê-lo.