Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 24/03/2021

O crack, um alucinógeno feito com o subproduto da pasta da cocaína. Disseminou-se à todas as camadas sociais devido seu baixo custo. Tornou-se mundialmente conhecido, a partir dos meados da década de 1970. Decerto, as sensações sob influência do estimulante, variam-se constantemente entre; euforia, prazer e poder, ou agressividade e impulsividade. O Brasil, é o maior consumidor de crack mundial, sendo 45% das mortes anuais do país causadas pela dependência deste entorpecente. Logo, para o combate a esta epidemia, deve-se conter o acesso à droga e acolhimento coletivo aos enfermos do vício.

Sob esse viés, o tráfico é uma etapa do sistema, do qual é divido por fases: a aquisição da matéria, ou seja, os compostos para á formação da droga, sendo eles a pasta de coca (mistura química da qual junta-se ácido sulfúrico e solventes orgânicos) e bicarbonato de sódio, consegue-se produzir a pedra de crack em cozinhas comuns, pois não se precisa de muitos equipamentos. Após desenvolvida, é distribuída para os traficantes, os quais vendem cada pedra por dez reais, mesmo sendo um valor baixo, para um viciado em crack, sendo a maioria moradores de rua, custa-se caro para adquirir a droga. Por causa disso, a prostituição é usual para comprar ou trocar pela droga, em massa há mais furtos e pedintes. Isto gera, um ciclo do qual problematiza e dificulta a saída dos adictos deste meio.

Ademais, a falta de empatia coletiva com os dependentes químicos, relaciona-se ao preconceito estabelecido pelo descrédito e a discriminação aos afetados. Os motivos dos quais, levam alguém para à obsessão ao crack são diversos, ou problemas sociais e emocionais, podem estar relacionados a algum distúrbio físico ou mental. O tratamento para abandonar o consumo de substâncias químicas, advém primordialmente, ao parecer do usuário a sair de suas condições precárias, e procurar clínicas ou locais especializados para ajuda-lós, a acelerar à recuperação. Mas, sem o apoio social, as recaídas tornam-se propicias. Para o processo de reintegração do paciente na sociedade, é fundamental o suporte comunitário aos afetados, com a finalidade de motiva-lós emocionalmente em todo o percurso.

Em suma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve efetivar as demandas referentes, à redução da oferta e combate ao tráfico, através de fiscalizações aos centros urbanos e rurais, por meio da segurança pública estatal, da qual assegure o fim de “bocas de fumo” (locais de distribuição de drogas), com isso destruirá à estratégia da propagação do entorpecente. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania por meio de políticas públicas, à favor do cuidado aos doentes, com o apoio populacional à acolherem e corroborarem com o desenvolvimento para a reinserção social desses no meio.