Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 14/05/2021
De acordo com o líder do movimento aparthaied, Nelson Mandela " A educação é arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo", de fato, essa é uma verdade que perpetua por séculos, mas se mostra distante do Brasil. Contudo, os caminhos para combater a epidemias de crack no país vem demonstrando péssimos resultados, tendo em vista que suas ações tornaram-se ineficientes perante o tratamento da fonte do problema. Além disso, a falta de investimentos em programas sociais, por parte do governo, atrelados à educação deficitária, ofertada pelo ensino público, tem contribuído, de maneira direta, para o agravamento desse cenário nefasto.
Em um primeiro momento, é necessário ressaltar que a Carta Magna de 1988, em seu artigo 6º, prevê que todos têm direito à educação, ao trabalho, à saúde, à assistência aos desamparados, entre outro. No entanto, a efetivação dessa previsão legal vem sendo cada dia mais difícil de ser alcançada, pois a escassez de investimentos em programas sociais começa a demonstrar resultados assustadores quando o assunto é o crack. Ainda por cima, a visão dos políticos restringe-se em construir mais presídios para prender mais pessoas conflitantes com a lei, sem observa que essa é uma maneira de tratar o problema, mas não trata a sua origem social que advém essa problemática histórica.
Outrossim, uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no ano de 2018, demonstra que 37% da população já experimentou algum tipo de droga ilícita na vida. Ainda pro cima, a falta de uma educação de qualidade, nas comunidades mais carentes, torna-se um fator preponderante para o aumento desses índices. Ainda mais, para uma população que se vê “esquecida pela sociedade e pelas ações sociais do estado”, começam a depositar sua confiança e esperança em figuras e situações que nunca deveriam ser levadas em consideração, mas acabam sendo a única opção, como o crack e a figura do traficante.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a figura do estado seja mais presente ao executar ações sociais, em comunidades carentes, e os investimentos nas escolas sejam levados mais a sério. Portanto, o Ministério da Cidadania, deve promover campanhas de incentivo a educação, infantil e adulta, para forma o cidadão e conscientizá-lo dos problema que a droga pode trazer. Para que isso aconteça, deve ser montado ações sociais que levem à comunidade cursos profissionalizantes, atendimento médico e psicológico de qualidade, tendo como finalidade a formação social dos jovens ali residentes e uma estruturação familiar mais consistente e melhor amparada pelo estado. Atrelado a isso, o Ministério Público tem o dever de fiscalizar os investimentos feitos, por parte do governo, e torna efetivo todos os direitos sociais previsto na Constituição para que todos sejam, de fato, iguais.