Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 29/05/2021
O crack, droga derivada da cocaína, surgiu em meados dos anos 70, nos Estados Unidos, e vem sendo uma das mais consumidas no Brasil, sobretudo por pessoas de baixa renda, devido seu preço baixo e por ser uma droga estimulante. Tal droga age no sistema nervos central, estimulando a produção da dopamina, (hormônio do prazer), no cérebro, fazendo com que a dependência venha a ocorrer em um curto período de tempo, em média um mês após o primeiro contato. Esse panorama é fruto principalmente do desemprego.
Nesse viés, é mister mencionar que, o fato das pessoas pobres serem as que mais consomem o crack, é devido a necessidade da dopamina, uma vez que os problemas do dia a dia, ocasionados pela falta de emprego/dinheiro, faz com que milhares de pessoas desistam e caminhem para um caminho mais “fácil”, nesse caso, o das drogas. Contudo há uma crescente taxa nos usuarios ricos, de acordo com a Carta Capital, entre os anos de 2006 e 2008 o consumo cresceu 139%, entre a população com um poder aquisitivo maior.
Outrossim, a falta de bons centros de reabilitação, para o combate dessa epidemia, faz com que cada vez mais os viciados abram mão do pouco que têm, para alimentar seu vício, levando-os muitas vezes a condições de miséria e por consequência a moradia nas ruas, o que maximiza ainda mais a situação de dependência, uma vez que quanto mais longe da familia, mais propício o contato com tôxinas.
Mediante ao exposto, torna-se evidente a fragilidade emocional como principal fator para a persistência da epidemia de crack no Brasil. Portanto, urge a necessidade de uma ação do Poder Executivo, para investimentos em centros de reabilitação e na construção de novos, e a contratação de mais profissionais da área, como psicólogos e médicos. Por sua vez o MEC, pode atuar com intermédio das instituições de ensino. promovendo palestra, no intuito de orientar sobre os efeitos nosivos do crack para os jovens, barrando assim a propagação dessa epidemia.