Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 30/05/2021

No documentário “Cracolândia”, dirigido por Edu Felistoque, é retratado a batalha contra um conjunto de ruas na região central de São Paulo tomada por viciados e traficantes de crack. De forma análoga ao Brasil atual, é notório que esse cenário ainda se perpétua, visto que ainda há desafios a serem combatidos, principalmente, no que tange à epidemia do Crack no país. Com isso, não só a inoperância governamental, como também a falha educacional agravam essa situação.

A princípio, é válido ressaltar o descaso governamental, sobretudo, para combater a epidemia do crack no Brasil. Dessa forma, a falta de fiscalizações acerca do combate contra essa droga ilícita é uma dificil realidade enfrentada no país, uma vez que o narcotráfico é, indubitavelmente, um espelho do sistema falho. Nessa lógica, com a escassez de ações policiais, o tráfico de drogas amplia-se cada vez mais, gerando um maior número de usuários de entorpecentes. Sob essa óptica, de acordo com o filósofo Jonh Locke, essa conjuntura configura-se como uma violação do “Contrato Social”, posto que o Estado negligencia a vida dos brasileiros ao não fazer como fiscalizações exigidas.

Ademais, deve-se destacar uma falha educacional como um entrave para combater as dificuldades ligadas a uma epidemia do crack. Destarte, uma carência de doenças relacionadas às drogas no âmbito escolar é um potencializador para essa problemática, uma vez que é primordial que os jovens recuperados de todos os malefícios que elas, principalmente, o crack - por ser um entorpecente barato e potente- causa na vida do indivíduo. Logo, para a prevenção ao uso de drogas é de suma importância uma prática pedagógica para os alunos, não intuito de cidadãos capacitados de averiguar o que é bom ou não para si.

Portanto, é imprescindível que o Poder Público, por meio de um planejamento cauteloso, faça as fiscalizações necessárias e eficaz, em especial, nas fronteiras, a fim de evitar o aumento do narcotráfico e, consequentemente, a quantidade de usuários de drogas. Outrossim, é fundamental que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, por meio dos ambientes escolares, promovam atividades lúdicas para os alunos - de forma a elaborarem palestras com profissionais especializados na temática relacionada às drogas-, de modo a fornecer as informações necessárias a respeito dos prejuízos que o crack e outras substâncias geram na saúde física e mental das pessoas.