Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 11/08/2021

A série ¨Onde está meu coração¨ narra vida de Amanda, uma jovem médica que se envolve com as drogas e vê sua vida acabar diante da sua dependência do crack. Contemporaneamente, no Brasil, nota-se a repetição desse cenário na vida de milhares de brasileiros, fato extremamente preocupante para a sociedade, uma vez que a epidemia do crack apresenta desdobramentos assustadores na vida dos dependentes e dos familiares. Nesse viés, destaca-se que a mitigação dessa problemática passa, não só pela descriminalização dos usuários, mas também pela oferta de tratamentos gratuitos aos mesmos.

Consoante ao exposto, vale salientar a importância de tirar os usuários da marginalidade. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 garante a todos indivíduos um tratamento justo e igualitário perante a sociedade, todavia, o preconceito social e a ação violenta de coibição das forças de segurança deturpam esse direito. Por conseguinte, os usuários sentem-se reprimidos diante do corpo social e isolam-se em ¨guetos¨ de uso coletivo, fato que dificulta a recuperação dos dependetes e agrava o quadro do vício.

Ademais, é importante reiterar sobre a necessidade de tratamentos gratuitos para a recuperação dos dependentes. Nessa linha, tal fato é corroborado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma vez que esse documento qualifica o acesso à saúde e ao pelo bem estar como direitos inalienáveis do ser humano. Desse modo, o sucateamento dos  poucos mecanismos de tratamento existentes tornam-se um problema que intensifica a crise humanitária das drogas que assola o povo brasileiro.

Por fim, urge a necessidade do Estado agir perante esse panorama. Nessa vertente, cabe ao Ministério da Saúde –orgão encarregado dos assuntos de saúde pública– promover o assistencialismo aos dependentes químicos e seus familiares no que tange os problemas gerados pelo crack. Tal medida deve ser tomada por meio de programas de apoio e acompanhamento piscicológico e terapias especializadas, a fim de reabilitar os dependentes, assim como ocorreu com Amanda.